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Quero ser anjo
Tenho tudo que desejo...
O amor de uma família,
O amor de um mulher maravilhosa,
Uma profissão...
Sou bonito e querido por todos,
Parece que não me falta nada...
Na verdade desejaria ser um anjo!
Trocaria tudo que tenho
Para ser livre...
Desejaria voar, ser imensidão...
Sentir-me um anjo de verdade.
Mas minhas asas estão presas,
Eu não aprendi voar...
Sinto medo...
Preciso da minha liberdade
para ser completo
Minha parte homem se sente reprimido...
Minha alma reclama
o espaço que é meu por direito!
Desejaria gritar ao vento
Para que todos compreendam
que minha felicidade
não estará completa,
enquanto minhas asas
estiverem presas ao chão.
Não me basta somente amor,
Quero minha liberdade!
Somente assim estarei completo...
Somente assim serei teu anjo!
(adaptado de Eduardo Baqueiro )

SAFADA
Menina safada e faceira
Que me deixa sem eira e nem beira...
Tire minha roupa, rasgue-a e jogue fora
Quero sentir este corpo quente de tesão...
Me possua, sua safada!
Geme de prazer para eu sentir
que me pertence
Que sou o lobo que te deixa louca!
Vem, menina,
com estes olhos de me quer mais
Com este jeito que nada sabe
Fingindo ser a primeira vez
Deixando a mulher escondida se soltar...
Bandida, ordinária e safada!
Do jeito que gosto
Do jeito que me faz desejá-la mais ainda!
Palavras sem nexo ao léu
Da cama ao chão, da cadeira à parede
Corpos colados e suados
Nenhuma trégua nesta guerra de prazer...
Somos um corpo, um desejo
Eu te quero e você me deseja...
Nesta loucura gostosa sinto teu corpo gemer
Tua boca engole minha boca
Um grito ecoa no ar
Sinto teu gozo e ouço teus gemidos
Olho pra você e vejo a safada que amo
Pedindo mais, desejando mais
Como uma menina faminta e carente
De meus carinhos
de minha carne..
(Eduardo Baqueiro)

Para meu coração basta teu peito
para tua liberdade bastam minhas asas.
Desde minha boca chegará até o céu
o que estava dormindo sobre tua alma.
E em ti a ilusão de cada dia.
Chegas como o sereno às corolas.
Escavas o horizonte com tua ausência
Eternamente em fuga como a onda.
Eu disse que cantavas no vento
como os pinheiros e como os hastes.
Como eles és alta e taciturna.
e entristeces prontamente, como uma viagem.
Acolhedora como um velho caminho.
Te povoa ecos e vozes nostálgicas.
eu despertei e às vezes emigram e fogem
pássaros que dormiam em tua alma.
(Pablo Neruda)
